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segunda-feira, 28 de março de 2011

Último ato.

Ontem joguei tantas coisas fora. Lembra-te daquelas dores as quais te contei? Descobri de onde elas vinham. Estavam todas guardadas em uma caixinha que eu insistia em guardar embaixo da cama. Nessa caixa continham os meus maiores sonhos de infância. Daqueles completamente impossíveis do tipo - "Eu quero ser um super-herói!" - até uns mais cabíveis, - "Quando crescer vou casar com você!" - , mas com o tempo, com as mudanças que a vida nos proporciona, esses sonhos vão ficando para trás.
Não digo o sonho de casar, esse não vai mudar nunca, pelo menos não até eu encontrar um amor tão grande quanto o que eu senti por você. Sentia! Desculpa. Ainda tenho essa mania de dizer que te amo para mim mesmo, não se preocupa que ninguém mais sabe disso, só eu. Nem você deve mais sonhar com isso, pois sempre que visito os teus sonhos ele já está habitado por um outro alguém qualquer que não sou eu. Então acredito que agora é um amor sigiloso unilateral. Enfim, não importa mais não é?
Então, como eu dizia, joguei tantas coisas fora ontem. Me livrei de tudo o que me causava dor. É por isso que estou aqui agora, sentado na beira de uma estrada, olhando os carros passando, com um certo ar de desespero.
Mas não estou desesperado. Só tive que jogar as minhas roupas todas fora, queimei a casa, mas como sou uma pessoa honesta, liguei para o seguro antes para avisar que o incêndio era proposital e que eles não deveriam me pagar nada. Ah! Não se preocupa, chamei os bombeiros também.
Não suportava mais virar a esquina e avistar lá no fundo aquele gramado o qual nos amamos tantas vezes olhando às estrelas. Nossa! Era uma dor insuportável abrir aquela porta e sentir o teu cheiro cravejado nas paredes. Os móveis pareciam desfilar com as suas cores prediletas na minha frente. Não aguentava mais. E a secretaria eletrônica? Você acredita que liguei milhares de vezes para ela só para escutar a tua voz risonha falando que enfim estávamos na nossa casa, morando juntos e que quem quisesse falar era pra retornar daqui a mil anos pois tínhamos muito a namorar ainda? Pois é. Varejei ela pela janela e quando me dei conta ela estava lá no meio do gramado.
No nosso quarto eu não consegui jogar nem uma gota, por menor que fosse, do combustível que usei para queimar o resto da casa. Apenas fechei a porta e sai. Acho que tinha esperanças de poder voltar à ele com você nos braços novamente. Isso é, se ele sobreviver ao incêndio.
Bom, se ele sobreviver, tenho certeza que o nosso amor estará a salvo, dai então, essa carta não terá mais valor nenhum amanhã, pois não terei que entregá-la a ti antes de atirar-me do alto da ponte.
É isso, irei sentar aqui e esperar o fim do incêndio, então retornarei à nossa casa, se o nosso quarto estiver intacto, eu volto a te procurar para te dizer que eu preciso de você, pois terei certeza de que o nosso amor ainda estará vivo!
Ah! Só uma coisa eu não consegui deixar para trás. A nossa aliança. Aquela que você me devolveu na noite em que foi embora. A coloquei em um colar junto com a minha, aquele mesmo cordão de prata que me deu quando começamos a namorar, lembra?
Pois bem, eles estarão junto com essa carta embaixo da porta da casa dos seus pais. Afinal, não sei para onde você foi, então deixarei lá, pois foi lá que tudo começou não é mesmo? Nada mais justo do que terminar por lá!
Então, acho que é só. Gostaria apenas de dizer mais uma coisa.
Não deixa com que morram as nossas lembranças em ti, pois são elas quem estão me fazendo tomar essa atitude agora!
Eu te amarei incondicionalmente até no além. Lembra?
Fica bem!
Um beijo no cantinho da boca!
(desconhecido)


"Eu sou apenas uma pessoa ruim desse mundo, mais que fazendo coisa boas ... "

Felicidade existe e posso provar.


Pra mim não existia felicidade não aquela constante, pra mim era apenas de momento
aquelas que logo passavam, que duravam apenas horas e na verdade para mim eu era feliz,assim eu pensava.
Até que eu conheci você, foi incrivelmente maravilhoso estar com você lembro com carinho daqueles nossos momentos
inesqueciveis por sinal.
Você foi se chegando a mim de uma forma marcante que por conseqüência fui me apaixonando por esse jeitinho
lindo que você tem, esse jeito mesmo orgulhoso de ser mais ao mesmo tempo o mais meigo e sincero que já pude ver.
Por fim me vi completamente louca por você e percebi que não conseguia mas viver sem vocÊ ao meu lado e até hoje
sinto a mesma coisa.
Juro que ainda sinto aquelas coisas estranhas na barriga aquelas que me deixavam nervosa ao ve-la é maravilhoso.
Sinto tua presença ao meu lado mesmo quando tenho que te deixar por umas horas, é necessario amor infelizmente.
Fico feliz por ainda me amar com a mesma intensidade de uns meses atrás somos verdadeiramente felizes.
Obrigada por tudo meu amor, queria muito poder fazer os melhores textos e te dizer coisas que te tocam profundamente
eu juro que eu tento mas não tenho a mesma facilidade que vocÊ tem em escrever.
Eu apenas posso dizer que eu a amo, e amo mais do que tudo daria minha vida em troca da sua pois jamais
conseguiria viver em um mundo onde você não está.
Eu te amo e queria poder gritar aos quatro cantos da terra o quanto eu a amo mais só preciso provar pra você e mais ninguém e sei que já sabes o quanto a amo .
Me sinto absolutamente feliz por te ter aqui ao meu lado e ter a certeza que estarás daqui há mais 10000000 de anos.
obrigada minha felicidade.


                                                                                                 (Desconhecido)
Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais. Porque nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo ‘clima’, certa ‘preparação’. Certa ‘grandeza’. Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo ‘eterno’) cotidiano. A morte de alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe – e da mesma forma, dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte – pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) – nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade.